Mia


O que dói numa morte fora de tempo é exactamente isso, ser cedo demais, mas neste caso, vai mais para além disso. O que magoa é o enorme sentimento de culpa. É saber que foram as minhas acções que a mataram, que mesmo sem ter entendimento ela confiava em nós, e nós pensando que lhe estavamos a fazer o bem a levamos para a morte. O que magoa mesmo a sério é saber que foi por ela ser tão, tão mansinha e tão boa que nós fizemos o que quisemos dela.



O meu muito OBRIGADA à Teresa por este lindo quadro!

Clube de Leitura!

Ao fim de uns quantos anitos fora da minha terrinha a tempo inteiro, parece que agora vou mesmo assentar arraiais por cá... até quando não sei, porque a expressão "o futuro é incerto" nunca foi tão bem aplicada como nestes tempos de trabalho precário, recibos verdes e afins...
Ora, a minha ideia de Tavira desde há uns anos a esta parte era esta: um sitio muito bom para regressar, passar uns tempos e voltar a partir.
Mas visto que se alteraram as regras do jogo, vi-me na necessidade de arranjar ocupações, para não enloquecer...
Uma das ideias, saber se havia um grupo de leitura em Tavira. Não havia, mas passados uns dias fui à biblioteca municipal buscar uns DVD's e qual não foi a minha agradável surpresa quando vi uns panfletos a informar da criação de um grupo de leitura, inscrevi-me logo.
Já tivemos a primeira sessão, esta segunda-feira realiza-se a segunda, quem estiver interessado pode dirigir-se à biblioteca de Tavira para mais informações.

Coisas

Se há coisa que não gosto são aqueles emails lamechas, geralmente escritos em brasileiro, que pretendem dar-nos lições de vida. Mas, como volta e meia recebo uns, às vezes lá passo os olhos pelos ditos...
Talvez pelo estado de espirito mais susceptível em que me encontro (não, não me vou alongar neste assunto...descansem!!) houve um pensamento que me chamou a atenção, pelo efeito surpresa de algo tão simples e tão óbvio:
Ontem é passado, amanhã é futuro... Hoje é uma dádiva e por isso é chamado presente.

Monty Python


Adorei!! É por coisas como esta que gosto de Lisboa.

Mas de manhã quando vou de carro para o trabalho a ouvir rádio (íncluindo as rúbricas de trânsito), aí penso "Como é bom ser de Tavira e trabalhar em Monte Gordo".